domingo, 29 de abril de 2012

Supervisão escolar e o trabalho com Projetos


O Trabalho com Projetos


Teoricamente, cabe ao Supervisor escolar informar ao docente que o trabalho com Projetos dá a possibilidade de optar entre a transmissão de informações e a construção de conhecimento, para que os alunos sejam capazes de transformar as informações recebidas em conhecimento.
Um conhecimento que se transforma em aprendizagem e que seja motivador.
O desenvolvimento de um projeto pode ser uma motivação para que o professor e os alunos construam juntos uma base para que haja as competências e habilidades   sendo orientadas de uma forma correta.
Muitos professores têm dificuldades de trabalhar com Projetos por não entenderem o seu conceito e não se apropriarem corretamente de sua extensão e possibilidades.
Pensam que é um modismo, como todas essas tentativas de inovação do ensino brasileiro.
No entanto, trabalhar com Projetos é fazer uma ponte para unir dois mundos que coexistem separadamente: a vida e a escola, o conhecimento do senso comum e o conhecimento acadêmico.
Para iniciar um Projeto, é necessário uma retomada prévia do conhecimento prévio e acumulado das crianças e confrontá-lo com os resultados do conhecimento apurado nas  pesquisas realizadas para a confecção do mesmo.


sábado, 28 de abril de 2012

A ética docente e a Supervisão Escolar



O autoritarismo nas relações escolares já não é a mola mestra de um processo escolar que se paute em uma questão ética.
O Supervisor escolar deve ser antes de tudo, um Educador. Ele deve estar disposto a construir uma visão pedagógica do Conjunto e ser um administrador e supervisor da realização do ensino.
Vejo muito autoritarismo nas relações docentes da Secretaria da Educação de Assis, onde o humanismo, teoria que defende a dignidade do ser humano inexiste.
Em outra escola, em outra realidade, observei que a Diretora se preocupa  antes de tudo,com o educador.
Pois segundo o seu parecer, se o educador não encontrar apoio entre seus pares e seus colegas que lhe são hierarquicamente superiores, nunca conseguirá realizar bem o seu trabalho.
Aprender a aprender,  aprender a ser, aprender a conviver,aprender a aprender e aprender a fazer.
O Supervisor Escolar deve ter clara essas cinco metas para desenvolver seu trabalho. Em primeiro, deve-se   dar um tempo de adaptação para os professores novos que enfrentam uma nova realidade e até que se adeque a ela, pois sem sensibilidade para a fragilidade de certos acontecimentos não se realiza um bom trabalho pedagógico.
O Supervisor deve também conhecer as práticas e as teorias que embasam o trabalho docente. Conhecer as fases de aprendizagem para poder orientar.
Temos como certo de que sempre estamos aprendendo algo e que o professor nunca está pronto.
            Na verdade, não só no trabalho, mas em todos os aspectos de nossa vida, estamos constantemente percebendo que não estamos prontos, não fomos acabados. Vivemos um processo de mudança diariamente. é justamente o fato de termos essa consciência, que nos motiva a crescermos, a estudarmos mais, a buscar o novo, o desconhecido.
Pontuamos que o acima exposto não quer dizer que o professor não sabe nada, é um zero à esquerda ou uma tábua rasa, pelo contrário, ele sabe muito, mas por mais que se saiba sempre é pouco, afinal mudanças ocorrem todos os dias, e quem não segue a evolução das coisas, com certeza será um desempregado daqui alguns anos. Ninguém nasce pronto, estamos sempre nos construindo, aprendendo coisas novas, podemos ter 100 anos e ainda assim não teremos aprendido quase nada nessa vida, ninguém sabe tudo de tudo.
             A respeito disto, Celso Vasconcelos ressalta que "perceber que este professor novo que nós queremos construir não está pronto. Ele vai se construir no processo". Só quem tem coragem e é humilde consegue mudar e vencer.






domingo, 8 de abril de 2012

A Presença do orientador educacional e a sua relevância


O Orientador Educacional teria papel relevante na administração da sala de aula, deixando ao docente a tarefa de ensinar.
O Orientador Educacional poderia formar grupo geral, onde estariam todos os alunos e dois subgrupos: O Grupo de Reforço Positivo e o Grupo de Controle.
O Grupo de Reforço Positivo poderia ter a função de organizar, e demonstrar, através de seu exemplo, um parâmetro positivo para os remanescentes do grande grupo se inspirar.
Seria um modelo baseado numa Comunidade justa, (Kholberg et all,apud Biaggio,1997), sem violência simbólica, ou sujeição face a pontos fortes e fracos do Grupo.
Deveria existir diálogo, equilíbrio e um assessoramento psicopedagógico ou psicológico.
O Grupo de controle seria aquele que estaria sob cerrada observação, utilizando como reforço positivo, a eliminação de seus excessos, como a prática de bullyng ou pequenos furtos, ou atos de vandalismo.
De tanto insistir que a sala de aula é um campo de trabalho heterogêneo, e que cabe ao professor ou professora aceitar isso, temos, no nosso meio, crianças com comportamento de risco que deveriam ser assessoradas por uma equipe que estivesse capacitada para atender tais alunos, com os encaminhamentos devidos.
A realidade não é essa e por isso, há uma sobrecarga, nos ombros do docente que deve tapar o sol com a peneira e fazer de conta que resolve todos esses problemas e ainda ser responsabilizado por não ter domínio de sala,sendo que são crianças vítimas de sua própria indigência, da sua  desestrutura familiar, de sua falta de socialização adequada.
Os estudos de Gestão mostram,para mim,uma teoria que não corresponde  a prática.
Para um bom modelo de gestão escolar, o funcionamento adequado de uma Instituição, seria necessário a presença de Orientadores educacionais, gente que ajuda e que faz, não coordenadores e diretores que ficam em suas salas com o ar condicionado ligado, que chamam professores para assinarem atas absurdas baseadas em controle aversivo.
Tal confrontação é hilária, para não dizer humilhante.
Fonte:
Biaggio,Brasil,Maria Anegela : “ Kohlberg e a "Comunidade Justa": promovendo o senso ético e a cidadania na escola”Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-79721997000100005&script=sci_arttext

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

domingo, 25 de abril de 2010

Caixa de brinquedos e caixa de ferramentas


Caixa de brinquedos e caixa de ferramentas




Uma idéia de Santo Agostinho, adotada por Rubem Alves, citada por Chalita.E eu, que sou da era da reciclagem, creio que se recicla tudo e tudo pode ser aproveitado.

Uma lata de leite em pó, revestida com papel alumínio transformou-se na morada temporária do Ovo da Páscoa.

Fiz apenas um coelhinho de EVA para aprimorar e a lata ficou como corpo do coelho.

Como espírito de porco sei que o que não pode ser reciclado, o Viagra ajuda. É bem tosco esse pensamento, mas eu penso que as ferramentas da caixa de brinquedos se misturam com as ferramentas da caixa de ferramentas.

A vida não é guardada em gavetinhas.

Reciclagem meio estranha é o silicone nos seios da mulherada. Acho que academia e o fluido para seios da Natura funcionaria melhor. Mais um dia tudo cairá. È a lei da gravidade. Penso que os homens, no calor da hora, não querem saber se estão caídos ou não. Eles querem o prazer.

Eu não concebo as coisas como úteis e necessárias se elas não tiverem revestidas pelo prazer.

O que eu faria com uma caneta Bic sem tinta? Eu tiraria a tampinha dela e iria para o quintal soprar bolhas de sabão com os meus bebês.

Essas idéias de inutilizar as pessoas porque ficaram velhas é um pensamento meio nazista.

O que não é nazista?

Na ordem do amor, segundo Rubem Alves, as coisas não são úteis. Ledo engano;

O mundo só não foi destruído por causa do Amor.

E foi por amor que nós, vermezinhos de Jacó,não fomos cortados da Árvore da Vida.

Um poderzinho faz a cabeça.

Paradoxalmente, enxergo os elementos sob essa perspectiva.

E deixa eu ficar quietinha, senão arrumo mais encrenca.



“ E foi precisamente isso que disse Santo Agostinho. As coisas da caixa de ferramentas, do poder, são meios de vida, necessários para a sobrevivência. (Saúde é uma das coisas que moram na caixa de ferramentas. Saúde é poder. Mas há muitas pessoas que gozam perfeita saúde física e, a despeito disso, se matam de tédio.) As ferramentas não nos dão razões para viver. Elas só servem como chaves para abrir a caixa dos brinquedos”.

Útil mesmo para mim é o prazer. Um amor que deixa de ser prazeroso e se torna obrigação é descartado.

Pois o não amar nasce aos poucos, se as pessoas que amamos não nos medem com a mesma medida de prazer que nós proporcionaríamos se estivéssemos no lugar delas.

Por isso que as crianças que não sabem a utilidade da educação caem fora logo.

A Educação, sem o prazer, sem a fruição, se torna um fardo.

Nessa leitura, o prazer encontra a sua utilidade.

E as peças da caixa de ferramentas se encontram com as peças das caixas de brinquedo.

domingo, 18 de abril de 2010

Historiografia feminina



Mexo, remexo na inquisição



Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão


Eu sou pau pra toda obra, Deus dá asas à minha cobra


Minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta


Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é


bunda


Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem (...)


Sou rainha do meu tanque, sou Pagu3 indignada no palanque


Fama de porra-louca, tudo bem, minha mãe é Maria ninguém


Não sou atriz, modelo, dançarina


Meu buraco é mais em cima (...).

Pagu, Rita Lee e Zélia Duncan-
 
      A Pesquisa da Fundação Carlos Chagas sobre a historiografia feminina no campo do trabalho  nos traz  contribuições importantes  e nos remetem a questões históricas sobre a discriminação feminina no mercado de trabalho como a precariedade dos serviços e remuneração.
Esses são marcadores importantes que absorvem como referenciais nesse belo trabalho realizado pelos Cadernos de Pesquisa, v. 137, n. 132.
Existe também , nesse volume, a apropriada conotação da maternidade como problematizador das relações trabalhistas que as mulheres exercem no Mercado.
Entretanto, a m[idia a serviço de uma possível alienação sobre a figira feminina, apregoa que as mulheres conquistaram um espaço no mercado de trabalho que as possibilita a participar de igual para igual o espaço da selva de pedra.
Houveram mudanças várias, mas cabe a nós pais e educadores, fundamentar a inserção social da mulher no mercado de trabalho, desfazendo as identidades cristalizadas e rompendo  com modelos  arcaicos e ultrapassados empenhados na transformação das identidades femininas e masculinas para que construamos um conjunto harmônico que possibilite uma sociedade justa, firmada em valores universais.
 

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Flor da Honestidade

A flor da Honestidade




Li uma história na sala de aula, versando sobre Honestidade, em conformidade com a Educação para a Paz, iniciativa da Pastoral da Educação, aliada a Secretaria da Educação.

Nessa história fala-se um jovem príncipe chinês, no intento de casar-se, fez uma festa com as mulheres mais belas do reino, dando a elas um vaso com uma semente.

Entre essas mulheres estava uma jovem pobrezinha, filha da criada do Palácio, que amava profundamente o príncipe, mas que queria estar na festa somente para ficar perto do príncipe a quem amava profundamente, sabedora de que não teria a menor chance.

Ela também recebeu o vaso e esperou seis meses para que a flor crescesse, pois o príncipe iria se casar com a moça cuja semente gerasse a flor mais bela.

No dia da entrega dos vasos de flores, todas as outras moças chegaram com os seus vasos, com as flores mais lindas do mundo.

A pobre moça chegou com o vaso vazio. Apesar dos cuidados, nada havia germinado.

O príncipe a escolheu, pois revelou que naqueles vasos não havia nenhuma semente. E que as plantas dos outros vasos eram de sementes que as mulheres colocaram.

Essa história tem tudo a ver com a cultura chinesa que acredita no cultivo de todas as coisas.

Por uma coincidência, uma aluninha trouxe um vaso com uma florzinha amarela e me entregou.

È tão honesto esse proceder quanto o amor mútuo que eu dedico a educação dos meus infantes.

Deus se revela e nos revela momentos especiais.